Sou Henrique Trujilano. Implantar sistema é menos sobre software e mais sobre gente: conduzo projetos de tecnologia dentro de operações de todo tipo (indústria, educação, saúde, logística, condomínio), alinhando diretoria, time técnico e quem opera no campo até a ferramenta pegar de verdade.
Os projetos que conduzi atravessaram praticamente toda a estrutura da organização, do fiscal ao jurídico.
Entre os clientes onde implantei sistema, a variedade de contexto vai do chão de fábrica ao ambiente hospitalar.
Vinte e dois sistemas que entraram em produção, organizados por frente. Os marcados como destaque são os de maior escala ou complexidade. Abra qualquer um para ver o desafio, minha atuação e o que ficou de resultado.
Plataformas que colocam a operação de segurança e facilities sob controle, do posto ao parque de equipamentos.
Levar a plataforma de gestão de rondas e limpeza para toda a carteira de clientes, substituindo controle em papel e grupos de WhatsApp por execução rastreável. Cada cliente tinha realidade própria, indo de operações de unidade única a redes com dezenas de unidades, o que exigia configuração sob medida sem abrir mão do padrão.
Gestão da ferramenta e da esteira de implantação, em papel híbrido entre comercial e TI. Conduzi 213 implantações em clientes, presenciais e remotas: levantamento das rotinas, parametrização de checklists, rondas e rotas, gestão de acessos por hierarquia, treinamento das equipes e acompanhamento pós-go-live. O relacionamento contínuo e a demanda por relatórios personalizados foram o que me aproximou de BI.
Uma operação nacional com cerca de 10 mil endereços visitados por semana, 400 supervisores em rota, 600 veículos e filiais espalhadas pelo país, tudo planejado manualmente. Sem otimização, cada supervisor montava o próprio roteiro por experiência, o combustível e o pedágio eram custo cego, e a reprogramação em caso de falta virava telefonema. O volume simplesmente inviabilizava a gestão no braço.
Avaliamos uma plataforma de roteirização do mercado. A proposta previa cerca de R$ 50 mil de implantação e R$ 9,6 mil mensais para 10 mil rotas, com fidelidade contratual de 36 meses e prazo estimado de 150 dias úteis.
Conduzi a análise de comprar contra construir e a decisão de desenvolver a solução internamente, usando a proposta de mercado como referência de escopo. Fiz o levantamento de requisitos a partir dela, desenhei a arquitetura de integração com os sistemas que já tínhamos e conduzi o desenvolvimento até o go-live, com prova de conceito em 21 de setembro e entrada em produção em 1º de outubro.
Construir em casa evitou um contrato de três anos e deixou a evolução do produto na nossa mão, no ritmo da operação. Como o roteirizador nasceu integrado ao que já existia, ele não virou mais um sistema isolado: entrou como camada sobre a base que a empresa já alimentava.
Uma frota nacional com centenas de veículos ativos e um passivo de milhares de infrações acumuladas, controlada em planilha. Sem sistema, ninguém sabia quantos carros estavam disponíveis de fato, quais estavam parados em manutenção, nem conseguia indicar condutor dentro do prazo, o que gerava multa por não indicação em cima da multa original.
Implantação ponta a ponta: mapeamento das rotinas, parametrização completa do software, integração dos fluxos de multas e manutenção e capacitação das equipes operacionais.
Mais de mil máquinas espalhadas pelo Brasil, com valores que vão de um soprador a equipamentos de limpeza na casa do milhão de reais. Sem controle centralizado, ninguém sabia com precisão onde cada ativo estava, quem era o responsável, quando fez a última manutenção nem se havia sido deslocado sem autorização. Ativo caro parado ou sumido é prejuízo direto, e manutenção feita só quando quebra custa muito mais que a preventiva.
Implantação do Field Lab para gestão do parque de equipamentos. Estruturação do cadastro e da taxonomia dos ativos, definição dos planos de manutenção por tipo de máquina, desenho do fluxo de abertura e acompanhamento de chamados, implantação do rastreamento por tag com GPS e das regras de alerta, além do treinamento das equipes responsáveis pelos equipamentos em campo.
Transformar uma mesa operacional reativa em uma torre de controle preditiva. Os gargalos eram de escala: monitorar presença, tratar faltas, alocar substitutos rápido e ajustar ponto, tudo no braço.
Liderança do redesenho dos processos e direcionamento do desenvolvimento das regras de negócio internas: fluxos de contingência, alocação de pessoas e automação de alertas para decisão em tempo real.
O registro de ocorrências do posto era feito em livro ata de papel, preenchido à mão pelo porteiro. Um caderno por posto, espalhado pelo Brasil inteiro. Consultar um registro antigo exigia ir até o local, a letra nem sempre era legível, o livro podia se perder ou molhar, e não havia como saber se a anotação foi feita na hora ou preenchida depois. Em prestação de serviço, esse livro é a prova do que aconteceu no turno.
Implantação do livro digital dentro da plataforma Performance Lab, em rollout nacional. Modelagem dos tipos de ocorrência, definição dos campos obrigatórios por operação, cadastro e habilitação dos colaboradores de cada posto, e treinamento dos porteiros para a troca do papel pelo aplicativo, incluindo quem tinha pouca familiaridade com celular.
Pedido de manutenção predial chegava por telefone, mensagem ou conversa de corredor. Sem registro, sem fila, sem prazo e sem histórico do que já tinha sido feito naquele prédio. Com matriz e filiais espalhadas pelo país, ninguém conseguia dizer quantos chamados estavam abertos, o que era urgente ou quanto se gastava por unidade. No caso da climatização havia um agravante regulatório: o PMOC é exigência legal para qualidade do ar em ambientes de uso coletivo, e sem controle não havia como sustentar o plano nem gerar o documento para o engenheiro responsável assinar.
Implantação do módulo de chamados de manutenção predial no Performance Lab, em nível nacional. Modelagem dos tipos de solicitação, definição das regras de triagem e priorização, estruturação dos planos de manutenção preventiva e corretiva dos equipamentos de climatização e habilitação das unidades para abertura e acompanhamento dos próprios chamados.
Implantação e parametrização dos módulos que sustentam tesouraria, conciliação e apuração tributária.
Parametrizar o módulo de tributos em uma arquitetura híbrida: o tratamento fiscal acontecia fora do fluxo padrão de suprimentos, o que exigiu integração customizada a partir do sistema especialista de operações (Sage IGE), com regras de de-para de XML e vínculo dinâmico de itens.
Liderança do projeto e gestão direta de 4 profissionais, em conjunto com o time de Contabilidade. Desenho técnico da integração, governança dos dados fiscais e preparação da arquitetura para as próximas mudanças regulatórias.
Implantar o módulo financeiro em uma operação com regras próprias de tesouraria: gestão de Depósitos Não Identificados (DNIs) e conciliações intercompany. O cenário exigiu roll-out em fases para não parar a operação.
Liderança da parametrização e da implantação. Mapeamento de processos, desenho das regras operacionais, testes de homologação e customização dos fluxos de tesouraria e conciliação bancária.
Arquitetura analítica para decisão e governança do acervo documental da empresa.
Antecipar a evasão de clientes e dar visibilidade da performance financeira em tempo real, substituindo o acompanhamento manual por uma arquitetura analítica de verdade.
Gestão da etapa de build, com consultoria estratégica e engenharia de dados. Direcionamento das integrações, homologação das regras de negócio em SQL/Databricks, governança de dados e validação dos KPIs com as áreas financeira e operacional.
Trocar o repositório legado por uma plataforma de gestão documental corporativa, categoria conhecida como GED no Brasil e ECM no mercado internacional, e transformá-la no arquivo oficial único da empresa, matriz e filiais. No meio do caminho, migrar 4 terabytes de histórico sem perder rastreabilidade nem parar as rotinas de RH e admissão.
Gestão ponta a ponta da implantação e da arquitetura de integração com o ATS proprietário: governança da migração, plano de taxonomia e indexação, esteiras de digitalização em campo e conformidade com a LGPD e a política de temporalidade documental.
Dois canais com papéis opostos: um que recebe e resolve, outro que dispara e mede.
Áreas diferentes falavam com o mesmo cliente por números e celulares distintos, sem histórico compartilhado nem controle do que era dito. Faltava também um canal estruturado para ação ativa: cobrança, aviso de faturamento, pós-venda e medição de satisfação dependiam de ligação ou e-mail, com baixa taxa de resposta.
Implantação da Souchat e estruturação dos setores de atendimento dentro de um único número de WhatsApp, com distribuição automática das mensagens entre usuários e departamentos. Modelagem dos fluxos por área, definição das regras de roteamento e das campanhas de disparo, além do treinamento das equipes.
Uma operação com mais de 30 mil colaboradores gera um volume constante de dúvidas repetitivas sobre holerite, escala, benefícios e documentos. Tudo isso chegava por telefone, e-mail e grupos informais, sem registro nem previsibilidade, sobrecarregando as áreas de apoio e deixando quem está em campo sem resposta fora do horário comercial.
Implantação da plataforma Ligo Cloud e construção da Sol, a assistente virtual do colaborador. Desenho dos fluxos conversacionais, definição das regras de transbordo para atendimento humano, parametrização dos canais e treinamento das equipes de apoio. A plataforma permite montar os bots arrastando blocos, sem escrever código, o que manteve a manutenção dos fluxos dentro de casa em vez de depender de fornecedor a cada ajuste.
Produtos voltados ao colaborador e ao candidato, de recrutamento com IA a comunicação interna.
Com a atração de candidatos já resolvida pela plataforma de mercado, o gargalo passou para a etapa seguinte: contratação e admissão. Era preciso construir internamente uma solução de admissão digital inteligente, em uma organização acostumada a software de prateleira, superando em eficiência os produtos disponíveis no mercado.
Gestão do ciclo de vida do produto e do desenvolvimento em métodos ágeis: direcionamento das sprints, dailies, priorização de backlog, validações de UI/UX e ponte entre as demandas do RH e o time de engenharia.
Comunicados, atualizações, planilhas e links da unidade circulavam soltos entre plantões administrativos e farmacêuticos, manutenção predial e hotelaria. Cada turno reconstruía a informação do zero, e quem entrava no plantão dependia de perguntar a alguém. Eu trabalhava na operação da farmácia, não na área de tecnologia, e ninguém tinha pedido essa solução.
Construí por iniciativa própria a intranet da unidade em Google Sites, centralizando comunicados, atualizações, links e planilhas online das frentes de plantão, manutenção e hotelaria. Sem orçamento, sem equipe e sem mandato formal, usando a ferramenta que a empresa já tinha.
Operação de grande volume, com vagas abertas em várias frentes ao mesmo tempo e divulgação manual canal a canal. Faltava alcance para atrair candidato em escala nacional e faltava funil: o RH não sabia em que etapa cada pessoa estava, e o gestor requisitante não enxergava o andamento da própria vaga.
Implantação do Pandapé para a frente de atração e divulgação: estruturação dos fluxos de triagem, configuração da página de carreiras, definição das etapas do processo seletivo e capacitação do RH e dos gestores requisitantes. Este projeto cobre a entrada do funil. A etapa seguinte, de contratação e admissão digital, foi resolvida depois com o ATS proprietário desenvolvido in-house.
Cada área produzia seu próprio material e guardava arquivo do seu jeito. O resultado era comunicação interna dispersa, uso inconsistente do logo e da identidade visual, e nenhum lugar único onde o colaborador soubesse procurar. Faltava também um canal estruturado para as ações de endomarketing conduzidas pelo DHO junto com o Marketing.
Desenvolvimento da intranet corporativa em Google Sites, dentro do Google Workspace que a empresa já usava, evitando custo de licença nova e curva de aprendizado. Arquitetura da informação por setor, integração com drives compartilhados, definição das permissões por área e configuração dos espaços de comentário e interação. Trabalho conduzido em conjunto com DHO e Marketing, que passaram a ter um canal próprio de publicação.
A operação estava no campo, longe do computador, e as informações da empresa viviam em canais que o colaborador não acessava no dia a dia. Faltava um caminho direto e simples, no celular, para aproximar a comunicação de quem está na ponta.
Construção de dois aplicativos mobile no Appy Pie, plataforma no-code em que a montagem era feita arrastando ícones e blocos prontos. Projetos do início da minha trajetória na empresa, quando a prioridade era entregar rápido e validar a ideia sem abrir uma frente de desenvolvimento.
Rotinas administrativas que saíram do informal e passaram a ter registro, prazo e indicador.
Viagem corporativa passava por e-mail, agência e planilha. Cada solicitação virava uma sequência de mensagens, a aprovação acontecia fora de qualquer sistema e a prestação de contas vinha depois, em recibo solto. Sem política aplicada na ferramenta, o controle de gasto era sempre retroativo.
Implantação da Onfly, plataforma que centraliza reserva de aéreo, hotel, ônibus e carro junto com despesas e aprovações. Configuração da política de viagem da empresa, definição dos fluxos de aprovação, estruturação dos centros de custo e capacitação dos viajantes e aprovadores.
Deslocamento de colaborador era resolvido com reembolso, adiantamento e recibo avulso. Sem política clara, sem centro de custo definido no momento da corrida e sem visibilidade de quanto a operação gastava com mobilidade, o financeiro só descobria o valor depois, na prestação de contas.
Implantação do Uber corporativo na empresa: definição da política de uso, estruturação dos grupos e centros de custo, habilitação dos colaboradores por perfil e acompanhamento da adoção junto às áreas.
Uma operação nacional com processos abertos em comarcas de todo o país depende de não perder prazo nem audiência. O sistema em uso não dava conta, e o controle da agenda de quem precisava comparecer ao fórum, além do acompanhamento das movimentações de cada processo, ficava disperso.
Condução da substituição do sistema jurídico e estruturação do novo controle: agendamento das audiências, organização da operação por processo e histórico das movimentações, com lembretes das datas de comparecimento.
Sala de reunião era disputada por quem chegava primeiro ou por combinação informal, gerando conflito de agenda. E a recepção registrava visitas em papel, sem base consultável de quem esteve na empresa, quando e a convite de quem. Duas rotinas simples que, sem sistema, viram atrito diário e ponto cego de segurança.
Desenvolvimento de sistema próprio para reserva de salas e registro de visitantes, com definição das regras de reserva, estrutura dos dados de visita e desenho dos indicadores de acompanhamento.
Painéis que construí e mantive, usados na rotina de decisão da operação e da diretoria. Dados de clientes, fornecedores, colaboradores e valores foram removidos ou substituídos por informação ilustrativa. Clique para ampliar.
Sei conduzir a conversa e sei o que acontece por dentro do sistema. É a combinação que faz projeto sair do papel e continuar de pé.
Da operação para a gestão de projetos, passando por uma base técnica que hoje uso para conversar com engenharia sem intermediário.
Ciclo completo dos projetos corporativos: escopo, cronograma, recursos e indicadores de sucesso. Gestão de stakeholders entre negócio e tecnologia, planos de mitigação de risco, dashboards gerenciais e relatórios executivos para a diretoria.
Durante o período no Grupo Souza Lima, atuei em um projeto de BI para a FEMSA: painel único com a visão completa do colaborador (ponto, faltas, advertências e ocorrências) para líderes e RH. Integração e saneamento de dados de ERP, controle de ponto e sistemas internos, com automação de relatórios em Python e SQL. Ao fim do projeto, retornei 100% às frentes internas.
Liderança de projetos estratégicos da modelagem ao go-live, suporte direto à diretoria, remodelagem de fluxos operacionais, gestão de fornecedores, auditoria investigativa e visitas técnicas a clientes e filiais.
Implantação e suporte de softwares operacionais, soluções customizadas, automação de processos, treinamento das equipes e viagens de implantação por todo o país.
APIs em Python e FastAPI. Migração de um sistema de TypeScript para Python, com reestruturação das conexões de banco e ajuste do Docker para escalabilidade.
ETL e pipelines para clientes: Azure Data Factory e Storage, tratamento no Databricks, manipulação de dados com Pandas e PySpark, procedures em SQL Server.
Projeto de tecnologia raramente falha por causa do código. Falha porque a diretoria quer uma coisa, o time técnico entende outra, e quem opera no campo simplesmente não adota. Meu trabalho é fechar essas três pontas, e é nisso que eu sou bom.
Já entrei em mais de duzentas organizações diferentes para implantar sistema: chão de fábrica, universidade, hospital, condomínio, centro de distribuição. Cada uma com cultura, hierarquia e resistência próprias. Ler esse ambiente rápido, achar quem de fato decide e conduzir a conversa até a adoção é o que faz o projeto entrar em produção e continuar rodando depois que eu saio.
A base técnica ajuda na hora de discutir integração e regra de negócio sem tradutor no meio. Mas o que sustenta a entrega é articulação: alinhar expectativa, negociar prazo, treinar equipe e sustentar a decisão com dado na mesa.
Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Estácio
Gestão da Cadeia de Suprimentos e Logística, UNINOVE
1º lugar entre os profissionais mais elogiados pelos colegas em campanha interna de reconhecimento (39 votos, ago/2025).
Se algum desses projetos parece com o desafio que você tem hoje, me chama.